MedPlantão

CAXUMBA - PAROTIDITE

Publicado a 10 meses por Dr Hugo Semann Neto
CLíNICA MéDICA INFECTOLOGIA
image

DIAGNóSTICO

  • É essencialmente clínico.

• Hemograma – Normal ou pouco alterado, linfocitose.
• LCR–Quandoocorremeningite,pleocitosepequena a moderada, com predomínio de linfomononucleares.
• Amilase – Normal ou discretamente aumentada.
• Testes sorológicos.
• Cultura de saliva, urina, sangue ou líquor em casos especiais


  • Um nível elevado de amilase, hemograma com leucopenia, com linfocitose relativa pode ajudar no diagnóstico


  • Exame confirmatório: testes virológicos ou sorológicos após 5 dias do início dos sintomas
  • PCR viral de amostras de swab bucal, saliva, e liquor, e cultura para o vírus,
  • Aumento significativo de IgM para caxumba - permanece até 4 semanas,
  • aumento de 4x o título de igG entre a fase aguda e a convalescente (3 semanas após inicio de sintomas)
  • Teste sorológico deve ser realizado obrigatoriamente com amostras pareadas (1ª amostra na fase aguda; 2ª amostra 15 a 20 dias após a primeira).

Em pessoas vacinadas e não vacinadas, pode ocorrer resultado falso positivo, pois o exame pode sofrer interferência pela presença de outras infecções virais, incluindo: vírus da

Parainfluenza 1, 2 e 3, vírus Epstein Barr, adenovírus, hespesvirus humano 6, CMV e recentemente casos esporádicos parotidite secundária ao vírus da Influenza H3N2.

O diagnóstico em pessoas vacinadas é um desafio. A IgM pode ser indetectável em pessoas previamente vacinadas ou com infecção passada para Caxumba (50% a 60%). O período

para detectar-se a IgM é entre o 5º e 10º dia após o início dos sintomas.

Ausência de anticorpos IgM em pessoas vacinadas ou previamente infectadas que apresentam quadro clínico compatível com Caxumba não descarta o diagnóstico da doença.

Lembrar que até 10% dos indivíduos vacinados podem permanecer IgM-positivos, mesmo 6-9 meses após a vacinação.

Nas pessoas não vacinadas (IgG basal negativa), aceita-se como critério diagnóstico o aumento de 4 vezes nas concentrações de IgG, entre a fase aguda e de convalescência.

A presença de IgG indica uma exposição prévia ao vírus da Caxumba ou vacina; a presença de IgG, entretanto, não necessariamente prediz imunidade para Caxumba, pois tem havido

muitos surtos com pessoas com IgG positiva para Caxumba.

Amostras de swab bucal para pesquisa do vírus da Caxumba, através de PCR-RT, é o que se recomenda para a confirmação da Caxumba; além disso, fornecem informações adicionais

(genotipagem e sequenciamento) na investigação epidemiológica. O outro exame seria a cultura do vírus da Caxumba.

Amilase sérica – o nível pode ser elevado na parotidite e na pancreatite causada pelo vírus da caxumba, porém o teste não é específico.

https://www.infectologia.org.br/admin/zcloud/principal/2017/05/CAXUMBA_finalizado_06052017.1.pdf

TRATAMENTO

O tratamento é sintomático.

  • Dipirona
  • paracetamol
  • diflofenaco

Tratamento de suporte para orquite:

  • Suspensão da bolsa escrotal utilizando suspensório;
  • Compressa local de gelo;
  • Analgesia caso seja necessário;
  • Anti-inflamatórios não esteroidais

A melhor maneira de prevenir-se a Caxumba é tomando a vacina. A vacina para Caxumba é produzida com vírus vivo e atenuado e está combinada às vacinas

contra Sarampo e Rubéola. Os ingredientes ativos da vacina trivalente são os vírus vivos atenuados do Sarampo (cepa Schwarz), da Rubéola (cepa Wistar RA27/3) e da Caxumba (cepa RIT 4385 derivadas da cepa Jeryl-Lynn), produzidos em substratos celulares e células diploides.